climogramas, entre outras coisas, definitvamente acabam com o meu romantismo.
(não é pra entender mesmo.)
29 dezembro, 2008
09 dezembro, 2008
putz.
tenho trinta e cinco centavos, muitos vícios de linguagem e uma mania incurável de descritivismo-quase-parnasiano.
(os parnasianos que me desculpem, mas..)
(os parnasianos que me desculpem, mas..)
down em mim.
a noite era uma dessas quentes de verão. fazia calor lá fora, calor na cozinha, no banheiro, nos corredores, nas paredes do meu quarto; e, por mais calor que fizesse, não queria teu corpo longe do meu nem por um segundo. eles - os corpos - se confundiam e o meu suor escorria pelas costas se misturando ao teu. ouvíamos blues - sempre os blues - e a única luz, além de a da rua que entrava quietinha pela janela, era a das velas que nos deixamos esquecer acesas. isso tudo fazia com que tudo aquilo parecesse ainda mais quente e junto. tu me dava (dá, ainda) ganas como ninguém mais - minha vontade de te morder-apertar-beijar-etc era (é, ainda) tão constante que quase ininterrupta.
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nunca te escrevi uma carta de amor - nem, acho, escreverei. não acho que seja isso, amor, o que eu sinto por ti, pelo menos não nesse sentido convecional, usual, quase-manjado. não acho que eu tenha estômago, coragem, paciência o suficiente pra poder te amar assim. tenho essa certa habilidade pra complicar as coisas, sabe, e não poder, assim, amar-verbo-transitivo-direto. difícil de explicar; sei que me perco - no sentido de ter vontade de e não resistir - em teu desenho. e que quero tuas cores no meu quarto-na minha rua-no meu mundo, mas sei também que não chega a dar daquelas dorzinhas no coração.
a intransitividade do meu verbo deveria tornar simples todo esse caos, mas parece só conseguir complicá-lo à medida que tequeromaisemais, mas não sinto nada demaisemais - não de verdade mesmo, com dorzinha e tudo. talvez se eu arranjar estômago, coragem, paciência eu consiga, sinta, tenha certeza. enquanto isso sigo te fazendo essas declarações-não-cartas-de-não-amor, numa tentativa (frustrada, é claro) de explicar a mim mesma o (por)que eu (não) sinto(, mas quero tanto).
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nunca te escrevi uma carta de amor - nem, acho, escreverei. não acho que seja isso, amor, o que eu sinto por ti, pelo menos não nesse sentido convecional, usual, quase-manjado. não acho que eu tenha estômago, coragem, paciência o suficiente pra poder te amar assim. tenho essa certa habilidade pra complicar as coisas, sabe, e não poder, assim, amar-verbo-transitivo-direto. difícil de explicar; sei que me perco - no sentido de ter vontade de e não resistir - em teu desenho. e que quero tuas cores no meu quarto-na minha rua-no meu mundo, mas sei também que não chega a dar daquelas dorzinhas no coração.
a intransitividade do meu verbo deveria tornar simples todo esse caos, mas parece só conseguir complicá-lo à medida que tequeromaisemais, mas não sinto nada demaisemais - não de verdade mesmo, com dorzinha e tudo. talvez se eu arranjar estômago, coragem, paciência eu consiga, sinta, tenha certeza. enquanto isso sigo te fazendo essas declarações-não-cartas-de-não-amor, numa tentativa (frustrada, é claro) de explicar a mim mesma o (por)que eu (não) sinto(, mas quero tanto).
01 dezembro, 2008
...
depois andei até a pracinha mais próxima - e dessa vez até me arrumei antes - na esperança de te encontrar numa rua qualquer dessas aqui por perto, mas esse tipo de coisa só acontece nos filmes, acho.
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