30 novembro, 2008
..
andei até a padaria na esperança de sentir uma brisa - podia até ser daquelas quentes, sabe? - batendo no rosto, mas nada deela aparecer.
28 novembro, 2008
só.
e nessa manhã de cores bem feitas, a dor nas costas, uns papéis rabiscados e a solidão me fazem companhia.
26 novembro, 2008
memórias - I
houve uma vez em que tu me disse, entre lágrimas, que acabava sempre magoando as pessoas com quem tu te relacionava, e que isso te causava enorme angústia, porque tu não queria por nada no mundo me magoar; estávamos sozinhos na tua casa numa sexta à noite, fazia um certo friozinho lá fora e - nunca vou esquecer - tu chorava que nem criança quando faz 'dodói', deitado no meu colo enquanto eu passava as mãos pelos teus cabelos. tudo que eu pude fazer foi te abraçar e dizer aquela frase que nós dois sabemos qual foi;
às vezes acho que as intenções são os melhores presentes do mundo.
às vezes acho que as intenções são os melhores presentes do mundo.
breve-carta-desabafo.
B.,
eu poderia ficar horas do teu lado, falando (e ouvindo, que te ouvir é lindo) de todas as coisas do mundo, contornando cada curva e cada traço do teu corpo com a ponta dos meus dedos e te dando aquelas mordidinhas de leve nos lábios (que tenho certeza de que tu gosta). poderia te mostrar mil filmes e fotografias, te contar mil histórias, fazer mil piadas - e rir das tuas que, na maioria das vezes, são sobre mim e as minhas gafes. poderia te cantar mil músicas, dizer mil coisas bonitinhas e lamentar toda vez que amanhecesse porque não teria mais a noite toda pra ficar contigo. tenho mil incertezas, mas acho incrível como a gente combina. também acho incrível a tua capacidade de me despertar dúvida, apesar de tu deixar escapar com freqüência qualquer coisa que te entrega (que entrega a tua entrega?). acho, por vezes, que poderia me apaixonar por ti daquele jeito tão intenso e bonito como eu costumava conseguir, que tu poderia me causar borboletas e tudo mais, mas não tenho coragem de correr pra isso. falta alguma coisa, acho, que faça com que eu me permita. queria te dizer o quanto eu te acho lindo - de todas as maneiras - e como eu vou sentir saudades, mas não consigo te imaginar reagindo de outra forma que não dizendo 'ok'. espero que isso seja simplesmente o resultado de não saber lidar.
<3,
M.
eu poderia ficar horas do teu lado, falando (e ouvindo, que te ouvir é lindo) de todas as coisas do mundo, contornando cada curva e cada traço do teu corpo com a ponta dos meus dedos e te dando aquelas mordidinhas de leve nos lábios (que tenho certeza de que tu gosta). poderia te mostrar mil filmes e fotografias, te contar mil histórias, fazer mil piadas - e rir das tuas que, na maioria das vezes, são sobre mim e as minhas gafes. poderia te cantar mil músicas, dizer mil coisas bonitinhas e lamentar toda vez que amanhecesse porque não teria mais a noite toda pra ficar contigo. tenho mil incertezas, mas acho incrível como a gente combina. também acho incrível a tua capacidade de me despertar dúvida, apesar de tu deixar escapar com freqüência qualquer coisa que te entrega (que entrega a tua entrega?). acho, por vezes, que poderia me apaixonar por ti daquele jeito tão intenso e bonito como eu costumava conseguir, que tu poderia me causar borboletas e tudo mais, mas não tenho coragem de correr pra isso. falta alguma coisa, acho, que faça com que eu me permita. queria te dizer o quanto eu te acho lindo - de todas as maneiras - e como eu vou sentir saudades, mas não consigo te imaginar reagindo de outra forma que não dizendo 'ok'. espero que isso seja simplesmente o resultado de não saber lidar.
<3,
M.
18 novembro, 2008
vestibulandices I
Ricardo diz:
Deus é pai
rafaela diz:
adam smith também
rafaela diz:
ah tri
Ricardo diz:
ijosaijosajiosaijosaijosajiosa
Ricardo diz:
boa
rafaela diz:
piadas vestibulandas
cara, o que tá acontecendo?
Deus é pai
rafaela diz:
adam smith também
rafaela diz:
ah tri
Ricardo diz:
ijosaijosajiosaijosaijosajiosa
Ricardo diz:
boa
rafaela diz:
piadas vestibulandas
cara, o que tá acontecendo?
04 novembro, 2008
interiores - II
foi entrando assim, sem mais nem menos, botando a porta abaixo e fazendo estardalhaço. largou as coisas em qualquer lugar, de qualquer jeito, e não se acanhou nem um pouco de ir até a geladeira e se servir de qualquer coisa para beber. tirou as almofadas e as tralhas-decorativas do lugar, tomou conta da minha cama, assistiu aos meus filmes, ouviu as minhas músicas. pegou minhas palavras para si e me encheu das suas como quem enche um copo de água. foi tanta a bagunça que, de repente, eu não sabia encontrar mais nada, nem mesmo meus próprios 'achos'.
sem meus achos costumo ficar meio perdida, meio sem saber das coisas de mim. fico sem saber se gosto ou se nem tanto, se quero ou se não faço tanta questão, se sim ou se não. me pego fazendo coisas bestas e fico com vergonha de mim mesma, perco a atenção e a capacidade de ser racional. tento, então, empilhar de volta os livros, guardar os discos e botar as almofadas no lugar, mas me parece esforço inútil: sempre depois de uns dois ou três tempos, no máximo, vem de volta misturando tudo e fazendo o mundo aqui dentro girar, como uma roda-gigante de parque que nunca desliga. entro em pânico, morro de dúvidas e não sei bem como agir; mas, ao mesmo tempo, me enche de ternura e de cor essa bagunça devastadora que me tira o chão. digo como única certeza que não há como adivinhar o logo: sempre fujo um tanto pro azul-sem-perigos.
tenho medo de revoluções internas.
sem meus achos costumo ficar meio perdida, meio sem saber das coisas de mim. fico sem saber se gosto ou se nem tanto, se quero ou se não faço tanta questão, se sim ou se não. me pego fazendo coisas bestas e fico com vergonha de mim mesma, perco a atenção e a capacidade de ser racional. tento, então, empilhar de volta os livros, guardar os discos e botar as almofadas no lugar, mas me parece esforço inútil: sempre depois de uns dois ou três tempos, no máximo, vem de volta misturando tudo e fazendo o mundo aqui dentro girar, como uma roda-gigante de parque que nunca desliga. entro em pânico, morro de dúvidas e não sei bem como agir; mas, ao mesmo tempo, me enche de ternura e de cor essa bagunça devastadora que me tira o chão. digo como única certeza que não há como adivinhar o logo: sempre fujo um tanto pro azul-sem-perigos.
tenho medo de revoluções internas.
03 novembro, 2008
interiores - I
essa sensação de se flagrar fazendo alguma coisa ridiculamente piegas(?) às vezes pode ser tão reconfortante... mas, juro, a dualidade disso - e nem tô falando sobre ser piegas - tá me matando.
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