adentramos então, ébrios os dois, o apartamento - e era uma sexta fria à noite. segurou a minha mão e, desde então, foi sempre assim; os cabelos misturando-se aos lençóis e não sabíamos de mundo e nem dos dias e o tempo era incontável, desprezível.
sem remorso algum soubemos de nós: e só.
na terça de sol pós-garrafas de vinho, pela manhã grafado no espelho em meio-rosa, meio-vermelho: "é você" e o coração. dormes e saio vestida de ti, teu cheiro da pele, teu gosto da boca e lembrança. e é assim que caio, num sopro de volta, em rotina e mundo de sempre.
e quem dera tivesse algum dia sido assim, simples e só assim.
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