26 julho, 2007

borboletas

era frio e depois. as borboletas derramavam o quarto com 'plins' daqueles brilhantes, mas não que fosse audível. não era, se assim não se quisesse. eu não queria - acho - mas insisitiam em entrar pelos ouvidos e poros e, quando vi, percorriam meu mesmo e estavam no estômago. quero dizer, a sensação voltara depois de tudo e comigo era assim: acontecia de súbito e de modo algum se forçava. quisera eu fazer escolha, mas não, não posso e quero o tempo todo junto, se não dói! vou pro meio da rua e grito em silêncio e fico à beira de ataques dos nervos. preciso por pra fora as borboletas, cochichantes em pares colidindo em meu estômago. essa espera acaba comigo - e as borboletas multiplicam-multiplicam-multiplicam em infinitas pê-gês - e vou explodir de borboletas, acho, em segundos. aqueles segundos bordô, vermelho-sangue como um corte, que agonia!, até amanhã então me matariam. mas pensar no tempo depois dos segundos, depois de depois, me põe riso no rosto, colorido como já não era - desbotou sem borboletas, surpresas e inesperados. o coração batia rápido, acho que as borboletas iam pra lá também e me escapavam pelas entranhas pra todo mundo ver: e era bonito. acho que o amor nem move o mundo nada. as borboletas é que movem.


nota: ando sem borboletas há tempos.

5 comentários:

Anônimo disse...

poéticamente agoniante,mas uma agonia que eu sinto falta de vez em quando...

Anônimo disse...

eu quase achei que era uma coisa ruim, essas borbeletas! mas depois eu começei a notar a sutileza! Resquicios de uma vestibulando ali na PG infinita xD
fico boniiito!
:)

rafaela masoni disse...

se fosse ruim eu não sentiria falta das borboletas ;P

Felipe Martini disse...

é bom poder te ler. =)

eu tou bem, acabo de voltar de uma viagem de mais de 20 dias entre o Paraná e o Paraguay.

aproveintando a última semana de férias para voltar à vida de "estudante".

e tu?

=]

Unknown disse...

*_*


Rafa já disse que pago maior pau pros teus textos?